segunda-feira, 7 de março de 2011

E agora?

Desde o meio do ano passado eu já tinha decidido o tema do meu projeto de graduação. Para me ajudar a decidir, resolvi estabelecer alguns pré-requisitos para meu tema: Deveria ser um projeto realmente útil para a sociedade, deveria tocar meu coração, ser escasso e que não tivesse sido feito por nenhum aluno ainda. Por minha história particular, acabei caindo na Casa de Parto. Estava decidida a fazer a casa de parto, já tinha feito várias pesquisas, estava super empolgada e animada pro projeto.

Acontece que pra fazer o projeto precisamos de um projeto arquitetônico de um lugar que exista de verdade, onde seja exequível o projeto, como se fôssemos fazê-lo mesmo. Saí em busca de um imóvel área construída grande, com área verde, bem perto de uma maternidade do SUS bacana, o lugar perfeito para minha Casa de Parto. Achei o lugar. Entrei em contato com a proprietária, expliquei a situação e ela concordou de me passar o projeto arquitetônico da casa dela. Eu tinha até a quinta feira passada pra entregar esse projeto arquitetônico (se não levasse no dia eu perderia 10 pontos), e ela me pediu prazo até a terça à noite. Na terça eu não consegui ir nem consegui falar com ela; na quarta à noite consegui falar com ela. Aí a mulher me contou que o pai dela, um velho chato do caramba, achou melhor não me dar a planta (teorias da conspiração, tipo, eu seria uma espiã da prefeitura querendo desapropriar a casa dele. Hein?!). Fiquei mal, arrasada, estava numa TPM depressiva e queria me enfiar num buraco e não sair nunca mais. Na aula de quinta feira nem fui, estava deprimida mesmo e não quis nem orientar meu projeto de pesquisa. Perdi pontos mas f*da-se, melhor perder pontos do que piorar meu dia.

Hora de procurar outro imóvel. A própria proprietária do outro me deu dicas de outros lugares semelhantes à casa dela, na rua dela mesmo. Um desses lugares era a Terra da Sobriedade, que é, trocando em miúdos, a casa de um casal de terapeutas ocupacionais que acolhe na casa da família (onde vive o casal e cinco filhos) jovens menores de idade dependentes químicos para tratamento. Toda a história deles é mesmo um caso de amor à humanidade, não tem nome melhor. O projeto foi crescendo, crescendo, e hoje eles acolhem vários jovens e têm a "permanência dia" para mulheres. Fiquei completamente apaixonada pelo projeto, me emocionei mesmo com a história do casal, tanto que fiquei com vontade de trocar meu projeto de graduação. É uma loucura, nem sei se eu posso fazer isso (trocar de tema agora), mas estou totalmente em dúvida sobre o que fazer agora.

E agora?

Um comentário:

  1. Parece bastante interessante esse segundo projeto Keylla... E aposto que ninguém o fez...
    boa sorte aí...
    Bjs
    :)

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