sábado, 1 de outubro de 2011

TPM amiga

Todo mundo fala mal, reclama e diz que odeia o período da TPM. Pois esses dias eu percebi que a TPM tem sido mesmo é minha amiga. Nos últimos tempos, essa tem sido a época em que crio a coragem pra fazer o que eu já estava querendo / planejando há dias. Ela potencializa as minhas sensações e, no turbilhão em que ando vivendo, é como se fosse eu gritando "ei, pelo amor de Deus, me escuta!".

Ontem, por exemplo, eu estava no trabalho, com Mariana doente em casa, os menores sem aula, marido atrasado pra chegar em casa sem saber o que fazer e empregada precisando ir embora, chefa falando (alto) na minha cabeça e riscando loucamente a minha folha (e depois eu não conseguia entender absolutamente NADA de tanto que ela riscou), a mini chefa "brigandinho" comigo pra eu fazer uma coisa que eu NUNCA tinha feito, não sabia como fazer, e ela agindo como seu fizesse aquilo todo dia (oi, estou lá há 2 meses!), descobri que eu teria 6 (SEIS!) dias pra entregar boa parte do meu projeto de graduação (que eu, lerdamente, achei que entregaria dali a 20 dias), e depois marido chegando em casa e me ligando, me cobrando pra eu ir embora, fazendo aquele tipo que quer brigar mas não tem argumento... Isso tudo numa sexta à tarde/noite com TPM... Pifei. Simplesmente pifei. Parei, congelei minhas funções cerebrais produtivas, rs. Comecei a pegar minhas coisas, mandei e-mail pra chefe avisando que não daria pra terminar o serviço aquela hora e fui embora.

Se eu não estivesse na TPM, raçuda que sempre fui e continuo sendo, eu teria ficado lá até exaurir minhas forças e entregar o serviço. O que, pensando racionalmente, seria burrice; porque eu levaria o dobro, triplo de tempo pra chegar a uma conclusão que, em casa, com a cabeça fria, cheguei rapidamente. Pensando mais um pouco, as coisas não estavam tão horríveis quanto me pareceram na hora; a chefa gritou e rabiscou, mas se eu tivesse ignorado a falação e a rabiscação - que na verdade era só nervosismo dela - as coisas teriam sido mais fáceis. A mini chefa, tadinha, até se desculpou pela maneira como falou comigo e, embora eu tenha feito uma pequena bobagem, as coisas acabaram se resolvendo. A Mariana estava doente, mas eu bem sei que ela e o pai dela têm um talento pro drama que merece um Oscar. Enfim;'nada era tão horrível, e se eu não estivesse na TPM não teria tido o mini-colapso que me faz catar minhas coisas e ir embora - e enquanto ia embora, pensei bastante, reorganizei meus pensamentos, cheguei em casa quase 100%, embora já fosse mais de 10 horas da noite.

Exemplozinho besta só pra ilustrar uma coisa que venho percebendo na minha vida ao longo dos meses: Quando todos os sinais que seu corpo dá não são suficientes, um megafone hormonal pode ser bem útil.

Um comentário:

  1. Que saudade de entrar aqui e ler seus posts inteligentes...
    Que a Mariana esteja melhor...
    E que tudo tenha se resolvido no trabalho...
    Bjs
    :)

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