terça-feira, 23 de agosto de 2011

Em obras

Ando muito silenciosa ultimamente, não é verdade? Pois é. Estou mesmo em uma fase meio instrospectiva. Não é que não esteja acontecendo nada nem que eu não queira compartilhar, muito pelo contrário; estão acontecendo coisas e eu sempre penso em vir aqui compartilhar, mas é que acho que estou em um período de mudanças tão significativas na minha vida que temo fazer uma análise do que estou pensando e sentindo a respeito e depois perceber que não é exatamente assim que sinto/percebo as coisas.

Eu sempre disse que a minha vida tinha 3 aspectos principais que, de certa forma, regiam a minha vida, os aspectos pessoal, profissional e financeiro e que quando um não estava bem o outro ia compensando, ou então os três estavam mal e eu me ferrava. Não digo que os 3 pudessem estar bem pois desde que saí da casa dos meus pais a pobreza de marré desci imperou absoluta, hahaha. Acontece que de uns tempos pra cá cheguei a conclusão que o aspecto financeiro não tinha que ter espaço tão grande na minha vida, que no final ele só seria mesmo o retorno do sucesso no aspecto profissional e que eu deveria aceitar isso. Se eu e marido ainda fazemos faculdade e/ou estamos no início da nossa vida profissional, eu tinha mesmo era que abraçar a pobreza e viver o melhor possível assim. Assunto encerrado, aspecto deletado.

Mas ao mesmo tempo que esse aspecto da minha vida ia sumindo, cada vez mais ia surgindo um aspecto que, até então, eu achava que era só uma parte do aspecto pessoal e, vejam só, no fundo no fundo, eu sempre achei que ele era poderoso demais pra ser um "braço" do pessoal: A mulher. Ora, que coisa, claro que sou mulher. Coisa óbvia, né? Não é tão obvio assim pra mim. A mulher é aquela que se arruma, que tem vaidade, que sonha com coisas que a profissional e a mãe colocam em segundo plano. Desde que eu fiz 30 anos, essa coitada dessa mulher tem gritado, enlouquecida, por um espacinho maior na minha vida, ela quer que eu olhe pra ela, ela quer ser ouvida, ela tem desejos, ela tem sonhos. Por mais filhos e diplomas que eu tenha, no final das contas, é a mulher que vai deitar na cama, se sentir satisfeita e me fazer feliz. É a mulher que lembra que tem um marido, que fica em cólicas com a unha lascando e a sobrancelha por fazer, é ela que todo dia tenta levantar 15 minutos mais cedo pra dar tempo de sair mais arrumadinha. Pensando nisso, acho que preciso separar a mulher da mãe. Ambas têm ambições muito diferentes na vida.

Separadas as duas, vamos falar de cada uma delas. A mulher eu já falei mais ou menos o que penso dela, está ressurgindo das cinzas, deixa ela criar autonomia primeiro, isso leva tempo. A mãe... Ai, Deus, quantas mudanças. Por mais que Olívia tenha deixado de ser meu bebê oficialmente, a diferença entre ela e a Mariana ainda é imensa. Até porque ela fez 2, mas Mariana está a menos de uma semana de fazer 8. OITO anos, como diria a Lets. OITO. Eu imaginei que essa grande diferença só viria com seus 10 anos - e espero mesmo que ela só vire pré adolescente com essa idade - mas isso não é da noite pro dia. Ela ainda está muito mais próxima da infância que da adolescência, mas não dá pra negar que ela está com pernas enormes e roliças, calçando minhas meias e quase me alcançando em altura (deve faltar pouco mais de 1 palmo). Pela primeira vez desde que ela fez 5 anos sinto que ela realmente não cabe mais no meu colo, e é impactante essa constatação. E o Eduardo não fica muito atrás. Fisicamente ele está crescendo no ritmo normal que uma criança da idade dele deveria, acredito eu, mas o tanto que esse menino tem crescido emocionalmente é impossível medir. Ele já tinha entrado nesse processo, mas de 3 ou 4 meses pra cá, sinto que aquele bebê dócil, amável e risonho voltou pra mim. E não sou só eu que acho isso, a empregada comentou, a avó, as professoras, as funcionárias da escola... É realmente incrível a evolução dele. Isso não me muda como mãe, mas me deixa mais tranquila de que estou cuidando bem da cabecinha dele.

E o profissional... Bom, hoje ele ainda está na faculdade, mas por mais 17 semaninhas apenas. Além disso, já estou trabalhando com o que pretendo fazer pro resto da minha vida, e isso obviamente mexe totalmente com meu aspecto profissional - que vai passar a ser, oficialmente, profissional, rs. Já não tenho ficado muito tempo (quase nada) em casa, nem tenho noção do que está faltando dentro de casa, de modos que a dona de casa (por acaso, rs) não continuará existindo por muito tempo mais, e só não abandono esse posto definitivamente porque, como eu disse várias vezes, sou ritualística. Só deixo de ser dona de casa se for pra ser designer.

Pelo tamanho do post, deu pra ver que o que acontece comigo não é necessariamente falta do que falar, né, rs; é só mudança de foco. Outro blog já no forno.

2 comentários:

  1. Outro blog no forno, e com certeza continuarei lendo...
    Que a fase de mudanças seja a melhor possível, e meu lado feminino, separado do da mãe, tb anda gritando...
    Bjs
    :)

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  2. Keylla!
    comaçin, Mariana com OITO anos ja???
    Meldeus.... me lembro com muito carinho daquele aniversario da Mariana que fui com meus 2 filhotes, sem nem mesmo conhecer voces!! Rebeca insistiu para irmos, naquele sabado. Topei, ainda que morrendo de vergonha rssss mas algo não me fez dar meia volta, com o quebra cabeças pra chegar na sua casa, e ao chegar na sua rua, surpresa!!! SEM LUZ kkk Lembro do Guto indo abrir o portão, da simpatia de voces.... cara, da saudade! Foi um dos melhores aniversarios que ja fui! Fred no escuro, animando os meninos, fazendo cabaninha debaixo da mesa... tudo a luz de velas, delicia!!!
    Como o tempo passa!! Dudu era bebê ainda! E agora voce ja tem Olivia... mega parabens pra essa familia que ficou pra sempre no meu coração... saudades viu??? Beijos, Erica

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