sábado, 3 de julho de 2010

Olívia - 11 meses

Quando se tem um bebê em casa, parece que o tempo passa mais rápido. Outro dia mesmo, eu me lembro bem, eu tinha uma barriga enorme, e só conseguia pensar que aquela seria a última vez. Das outras vezes que isso aconteceu eu sentia um pouco de tristeza, mas dessa vez era diferente. Eu estava feliz, satisfeita, com a certeza de que agora sim eu tinha terminado a função de gerar. Os dias se passaram, a barriga ficava cada vez mais dura, mais "preenchida", e sentia que não demoraria muito mais pra ela chegar. Ficava agoniada pensando naquele bebê espremido lá dentro, sem espaço pra se mexer... e assim foi, até que um dia, nasceu. Pouco depois, no dia seguinte na minha percepção, olho para o lado e vejo uma menina risonha, de grandes bochechas rosadas, olhos espertos, dedinhos curiosos e perninhas firmes, tentando alcançar e explorar o mundo. Engatinha rápido, fica de pé e solta as mãos pra bater palmas e mandar beijos, se agarra em tudo que pode levá-la aonde ela ainda não consegue alcançar, usa o dedinho indicador pra explorar buraquinhos, frestas, texturas e objetos diferentes, sempre muito concentrada. Distribui sorrisos e piscadelas, fazendo charme, a quem quer que seja. Fala e canta o tempo todo, usando sílabas e entonações diferentes, acenos de cabeça, gesticulando muito, fazendo jus à ascendência italiana. Já sabe alguns gestos das musiquinhas da escola, e chama a mamãe, o papai, a vovó, a nana, o dudu, o neném e o que mais aparecer pela frente.
O que virá amanhã?

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